DESENCANTO
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Eu faço versos como quem chora
De desalento, de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto
De desalento, de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto
Meu verso é sangue, volúpia ardente
Tristeza esparsa, remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.
Tristeza esparsa, remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.
E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Eu faço versos como quem morre.
Qualquer forma de amor vale a pena!!
Qualquer forma de amor vale amar!
Qualquer forma de amor vale a pena!!
Qualquer forma de amor vale amar!

Esse poema é lindo, parabés pelo projeto de uma poesia por semana, porque apenas ler não é o bastante...é preciso comprender e guardar estes versos maravilhosos dentro de si.
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ExcluirObrigado Larissa, pelo comentário, certamente esse poema é um dos meus preferidos. Abraço!
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